CAPACIDADE ADMINISTRATIVA PRECISA-SE

Temos assistido nos últimos dias a algo de impensável numa Administração razoavelmente eficiente e responsável.

Tomemos o primeiro caso, o da Justiça.

Sem entrar no questionamento básico da rarefacção dos serviços públicos essenciais no interior do País, enquanto se tecem loas á necessidade de medidas que levem a mais nascimentos e à ocupação do território, não podemos deixar de nos espantar com uma reestruturação de serviços, mais do que badalada e defendida pelo Governo, até no Parlamento, sem que o mesmo tivesse garantido uma normal execução.

Pelas notícias que têm vindo a público constata-se que tem caído um dilúvio de euros sobre a informática da justiça e o resultado continua a ser as desculpas da Ministra.

Até a uma explicação técnica entendível fomos poupados!

Pobre Administração!

Mais recentemente foi e é o caso da colocação de professores com a reedição de uma anomalia pior que a de alguns anos atrás.

Só que esta, bem pior, parece que está para durar.

Então não é que, detectados erros nas listas de colocação de professores do concurso da Bolsa de Contratação de Escola, divulgadas a 12 de Setembro, o Ministério da Educação deu orientações aos directores das escolas para anularem as respectivas colocações?

Isto é, o Ministério aprovou as listas e, a seguir, mandou que outros, os directores as anulassem!

Em primeiro lugar emerge do procedimento uma irresponsabilidade que é inadmissível da parte de qualquer dirigente. Mais ainda se se tratar de um membro do governo.

Em segundo lugar, quando estão em causa as aulas de milhares de crianças e as vidas das famílias que as têm a cargo, é o caos que assim se instala na vida destas pessoas.

E, em terceiro lugar estão, como é óbvio, os professores.

Os professores que, colocados por despacho, se lhes manda dizer que vão deixar de estar aí colocados, agora por despacho de outrem.

E, quem quiser, que recorra ao Tribunal!

A ideia com que se fica é que, com este Governo a Administração está a entrar por um caminho de desorganização sem retorno.

E isto, como é óbvio, não pode continuar.

08-10-2014

Bettencourt Picanço

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