Renovar a esperança

Olhando à volta, a seguir ao cinco de Outubro, o que é que vemos que possa suscitar um “renovar da esperança?”

Será o alerta do Presidente da República para o risco de implosão do sistema partidário que temos e de que ele é um claro produto?

Serão as reacções dos partidos do governo referindo a sua disponibilidade para o diálogo e o consenso e, inclusivamente, rever o sistema eleitoral?

Será a reacção do presidente da Camara Municipal de Lisboa, a atirar com a sua “reforma das freguesias”, em diálogo e com o défice da descentralização administrativa em Portugal?

Ou será a reacção dos restantes partidos da oposição atirando com o facto de o Presidente da República estar no centro da vida política há vinte anos, e sentado agora à espera de um consenso para o qual não contribuiu com qualquer acção? Nomeadamente com a devolução do poder aos cidadãos? Isto é, dissolvendo o Parlamento e convocando eleições!

Mas, atenção: Temos um novo partido que realizou agora o seu 1º congresso e outro novo partido que reuniu a sua assembleia de fundadores, à procura das 7500 assinaturas para a legalização.

Portanto, partidos políticos não vão faltar!

E a Administração Pública como vai?

Vai caminhando como referiu o Presidente da República: os cargos públicos continuam a ser colonizados pelos aparelhos partidários e respectivos homens de mão.

Até quando?

Isso vai depender de cada um de nós.

06-10-2014

Bettencourt Picanço

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