ONDE PÁRA A REFORMA DO ESTADO?

AR

Aprovada a 8 de maio de 2014 a sua versão final com o título ”Um Estado Melhor”, têm surgido diversas vozes inquirindo sobre, afinal, onde pára a tal Reforma do Estado.

O Primeiro-Ministro, já em campanha eleitoral, afirmou há dias, que era preciso dar andamento às medidas constantes do guião.

E o Vice-Primeiro-Ministro, ausente do País numa das suas viagens em busca de investimento estrangeiro e de mercado para as nossas exportações, sangrou-se em saúde referindo que o seu trabalho tinha sido o da preparação do guião. E, este entregue e aprovado caberia agora aos ministérios fazer o trabalho da sua implementação.

Onde está a discussão pública aprofundada das 119 medidas ditas de Reforma do Estado?

E onde está aposição da Assembleia da República sobre as tais medidas?

Será que a Reforma do Estado se reduz à afirmação do Primeiro-Ministro de que as reformas estão no OE/2015?

Ou à afirmação do Vice-Primeiro-Ministro de que, entregue o guião, os ministérios que façam o trabalho?

Na prática, o que todos sentimos é que temos e vamos continuar a ter medidas “urgentes” para resolver os problemas que vão surgindo, desinseridas de um pensamento que todos deveríamos ter sido chamados a construir.

E daí:

* Os cortes nas remunerações dos funcionários e nas pensões por parte de políticos que tinham prometido que não o iam fazer. É isto a Reforma do Estado?

* O empobrecimento do País, com uma população que se reduz ano após ano, para o que se contrapõem pálidas medidas ao nível do IRS. É isto a Reforma do Estado?

As perguntas que todos fazemos e para as quais temos de encontrar respostas são:

– Como vamos resolver o problema dos juros da dívida que correspondem a mais de 10% do total da despesa das administrações públicas?

– Como vamos arrancar com um desenvolvimento, económico e social, capaz de permitir que os Portugueses comecem a ver uma luz ao fundo do túnel da esperança?

– Como vamos motivar as pessoas para a discussão dos problemas que temos, retirando-as das pastas dos “senhores” que dizem que não vale a pena explicar-lhos porque não perceberiam. Daí a perigosidade em pôr à votação coisas muito importantes!

Lisboa,01-11-2014

Bettencourt Picanço

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