“A VERGONHA ERA AMARELA… VEIO UM BURRO E COMEU-A!”

Todos nós ouvimos há dias o Primeiro-Ministro a avisar que se ganhar as eleições no próximo ano vai insistir nos cortes salariais aos trabalhadores da Administração Pública até 2018.

Isto é, àqueles trabalhadores não será devolvida a totalidade dos cortes salariais em 2016.

Ora, para o corte das remunerações foi invocada a situação de crise.

Esperava-se que, afastada a troika (lembro-me até de um relógio que foi colocado num dos acessos a Lisboa celebrando o dia em que a troika ia deixar o País!) e projectando o Governo um défice de 2,7%, abrandasse o ataque sistemático aos funcionários públicos.

Mas não.

O Primeiro-Ministro entendeu que seria bom para as suas cores inaugurar a campanha eleitoral do próximo ano e a do seu último Orçamento de Estado, dizendo já que, se ganhar as eleições, os funcionários públicos vão continuar a tê-lo à perna.

Quanto aos princípios constitucionais da igualdade, da confiança e da proporcionalidade, esses terão de se conformar com a vontade do Governo.

Eu diria que estamos já perante “tiques” de uma dada caminhada política.

A ver vamos.

Lisboa,05-11-2014

Bettencourt Picanço

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