ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E CRESCIMENTO

Fui agradavelmente surpreendido com um texto publicado no jornal Público de 09-11-14 com o título que copiei.

É um texto de opinião de José da Silva Lopes, Manuela Morgado, Mário Valadas e Cordeiro Baptista, que saúdo.

Ler nos tempos que correm um texto em que se assume que a Administração Pública é essencial como alavanca do crescimento económico é, para mim, muito gratificante.

E é-o na medida em que vai ao arrepio do que tem sido a prática política no nosso País.

Depois da extinção dos gabinetes de estudo e planeamento, o ataque aos trabalhadores da Administração Pública tem sido uma prática política, mas não só.

Muitos dos comentadores de serviço têm  também ajudado, juntando-se raivosamente e com acinte às medidas destruidoras do que devia ser um ou vários corpos profissionais a potenciar.

É a necessidade de conceber, implementar e avaliar as políticas públicas que nos podem e devem tirar do atoleiro em que nos encontramos que exige a criação e manutenção de um corpo técnico qualificado.

É a necessidade de o Estado não ficar nas mãos de uns tantos interesses privados, nacionais ou internacionais, que exige uma Administração que não esteja diariamente em causa, porque são muitos ou porque pesam no orçamento.

É a necessidade de não se confundir o Estado, que permanece, com o Governo, que passa, que exige uma Administração independente, transparente e eficiente.

Para quando?

Lisboa, 10-11-14

Bettencourt Picanço

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