O IMPENSÁVEL ESTÁ A ACONTECER!

campus da justiça

Alguém dizia, há alguns dias, que a política de topo, com algumas exceções, se tinha transformado num lugar tendencialmente mal frequentado.

Face ao que a comunicação social hoje divulga:

– “Luvas de milhões no topo do Estado” (CM)

– “Duzentos polícias detêm altos quadros do Estado ligados aos vistos gold” (Público)

– “Operação Vistos Gold detém dois altos funcionários próximos do Ministro Miguel Macedo” (DN)

os Portugueses esperam que haja um sobressalto em toda a sociedade portuguesa: do Presidente da República ao mais humilde cidadão.

É que já não estamos a falar só da política de topo.

Chegámos já à Administração Pública que muitos de nós julgávamos que ainda se mantinha incólume aos ataques da corrupção.

É verdade que estão em causa dois diretores-gerais de serviços muito importantes, mas surgem também dois secretários gerais cujos serviços deveriam ser o esteio dos respetivos ministérios.

E quando lemos que do currículo de um deles o mais relevante é ser sócio do Ministro da Administração Interna no mesmo escritório de advogados, a boca abre-se de espanto.

É assim que a Comissão de Recrutamento dos Dirigentes os escolhe?

A promiscuidade entre  políticos no desempenho das suas funções e os escritórios de advogados onde prestavam ou continuam a prestar a sua colaboração é de há muito conhecida.

Mas o que temos agora é o entranhar dessa promiscuidade na própria Administração Pública que, para facilitar, extinguiu os gabinetes de estudos e os gabinetes de apoio jurídico.

Estarão em causa comissões cobradas ilegalmente para obtenção dos vistos gold.

Mas, quando lemos que no esquema surgem também familiares de um dos diretores-gerais, que terão criado empresas para ajudar nos “vistos gold”,  com um ministro e outros políticos da nossa praça que costumamos ouvir aos domingos , há que concluir que é urgente que a investigação chegue ao fim,mas que há que ir mais longe: é necessário um sobressalto de toda a sociedade capaz de eliminar a corrupção mas que vá mais longe em todo o “caldo”  que a gera, na Administração Pública e no País.

Lisboa, 14-11-2014

Bettencourt Picanço

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