A ESPERANÇA

Esperança

Aproxima-se o fim do ano 2014 e a apreensão dos Portugueses aprofunda-se.

É o desemprego que continua a atormentar milhares de Portugueses. Que também não vêem sinais animadores nos países de destino habitual.

É a pobreza que cresce e de que todos vemos sinais claros.

Mas são também as remunerações baixas e na maior parte dos empregadores, de que é exemplo a Administração Pública, sem sinais de que podem vir a melhorar se os trabalhadores se empenharem na sua função.

Se a isto juntarmos as notícias da vida económica e social no nosso País, há razões para o desânimo se instalar

É a corrupção que, de ligeira e para a qual até se criou uma Comissão para o seu controlo nos Serviços Públicos, se transformou em doença grave, com emergência virulenta em altos cargos da Administração Pública.

É ainda a corrupção que, das vozes que há anos diziam que ela medrava na classe política e na sua ligação umbilical aos negócios, surge hoje com mais visibilidade aos olhos dos que a pressentiam e aguardavam que o nevoeiro passasse e a tornasse mais palpável.

E aí temos os Bancos, aqueles que têm engordado e nos têm feito a vida negra, contribuindo também para aumentar o atoleiro, que é a dívida pública que continua a aumentar.

O problema é que com o aumento da dívida aumentam os juros que temos de pagar e a economia queda-se, exangue, sem o investimento que as ideias e o empreendedorismo dos Portugueses mereceriam.

Encaixados numa UE conduzida pelas grandes potências europeias, que se deixam hegemonizar pela Alemanha, Portugal  continua “pequeno” em termos políticos

Aceitámos a desindustrialização a troco de alguns fundos e para o desenvolvimento de que carecemos não temos dinheiro- vai para o pagamento dos juros!

Têm surgido algumas vozes apontando caminhos alternativos.

Mas falta a mobilização dos Portugueses: quer para o ataque à corrupção que corrói a democracia, quer para a escolha dos caminhos que nos afastem da pobreza para que nos estão a empurrar como se isso fosse inelutável.

Um Bom Natal e um Ano 2015 que nos dê a todos uma luz ao fundo do “túnel” em que nos meteram.

Lisboa, 22 de Dezembro de 2014

L. Bettencourt Picanço

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One comment

  1. Rancho das Crônicas! · Dezembro 27, 2014

    Bom texto.

    Liked by 1 person

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