PROPOSTAS DE EMPOBRECIMENTO?!

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Vamos entrar de novo num tempo perigoso: com eleições legislativas e presidenciais à vista, a campanha já começou.

E é bom que cada um seja capaz de discernir, com clareza, de onde vem e para onde vai.

Trabalhador ou reformado/aposentado é importante que cada um saiba ler o que vai sendo escrito e dito.

Os trabalhadores da Administração Pública podem contar com a devolução dos cortes salariais ou não?

E a sobretaxa do IRS que os aposentados têm estado a pagar: vai acabar ou não?

A isso juntaram-se as subidas das contas da luz e da água.

Como pano de fundo temos uma taxa real de desemprego, em sentido lato, de 22%. Com especial enfoque nos jovens e nos que já não conseguem regressar ao mercado de trabalho.

O desemprego que tem crescido à nossa volta é um desemprego estrutural, sem esperança numa sociedade com uma prática política em que o desenvolvimento não arranca.

O que temos, à vista desarmada, é um partido político que propõe já uma redução do IRC de 23% para uma taxa entre 17% e 19%.

Mas,” melhor” ainda é outro partido político que se prepara para prometer uma redução da sobretaxa do IRS mas … para daqui a dois ou três anos.

E, entretanto, lança de novo a velha ideia, salvadora da economia nacional, que será a redução das contribuições dos patrões para a segurança social … aumentando as dos trabalhadores!

Com tudo isto, o peso da dívida pública no PIB é já muito superior ao do período antes da crise: Portugal aproveitou a descida das taxas de juro para aumentar a dívida.

Como, em simultâneo não deu qualquer salto que se visse apesar dos sacrifícios impostos aos trabalhadores e pensionistas/aposentados, o que temos pela frente parece ser mais do mesmo, isto é, uma crise grave e estrutural com o empobrecimento dos mesmos.

Pelo que, sem soluções para os problemas que coloquem o enfoque noutras medidas de política, aguarda-nos a manutenção daquilo a que o governo chama o ajustamento, que se pode traduzir por empobrecimento.

Num País em que o custo laboral, ao contrário do que por vezes é dito, é dos mais baixos da zona euro, é impossível aceitar uma “austeridade” permanente, igual a empobrecimento sem fim à vista.

Está na altura de cada um dos portugueses olhar à sua volta e contribuir, pelo menos com o seu voto, para uma saída do que se pode transformar numa crise da democracia.

Lisboa,12-04-2015

Bettencourt Picanço

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