Com este Governo: OS PORTUGUESES PERDERAM A ESPERANÇA!

com este governo

O Governo apresentou publicamente, a 16 de abril, o seu Programa de Estabilidade bem como um Programa Nacional de Reformas, tal como exigido pelos nossos parceiros europeus.

E do que consta destes dois programas podemos concluir:

– que a Troika foi embora mas nada mudou;

– que os objectivos que presidiram à construção da CEE e, depois, da EU, que tinham a ver com o desenvolvimento económico e social sustentado de todos e não só de alguns, rumo à nossa aproximação ao nível de vida europeu, estão cada vez mais longe.

Senão vejamos, muito resumidamente:

– O desemprego vai permanecer, entre 14% hoje e 11% em 2019, segundo o Governo, ignorando que no período em que a Troika cá esteve o País perdeu 500.000 postos de trabalho! O que justifica o desemprego, a emigração e o subemprego, com o desemprego dos jovens e dos seniores transformado em estrutural, pondo assim em causa qualquer desenvolvimento;

– O PIB irá crescer entre 1,2% e 1,5%, segundo o FMI ou entre 1,6% e 2,4%, segundo o Governo, até 2019, hipotecando, na primeira hipótese, qualquer viabilidade de um desenvolvimento com visibilidade;

– A dívida ficar-se-á entre 126% e 121%, segundo o FMI ou entre 126% e 107%, segundo o Governo, fragilizando as hipóteses do investimento público, se tal fosse opção;

– Os cortes nas remunerações da função pública serão mantidos até 2018, com uma reposição gradual de 20%/ano;

– As pensões mantêm-se como o grande alvo: a contribuição extraordinária de solidariedade (CES) será mantida em 2015, reduzida para metade em 2016 e desaparecerá só em 2017.

Mas a grande” novidade” é a previsão de uma reforma do sistema de pensões, com cortes estimados de 600 milhões de euros!

– Quanto ao IRS o Governo prevê acabar com a sobretaxa que afeta todos os trabalhadores (3,5%) entre 2016 e 2019;

– Relativamente à Taxa Social Única este Governo consegue continuar a surpreender-nos: pretende baixar a taxa social única paga pelos empregadores, mantendo a dos trabalhadores!

Devo dizer que os discursos sucessivos do Governo ainda me surpreendem: Ora é o saudar a saída da Troika como marco para a reaquisição da nossa independência, ou a saúde financeira da economia com os cofres cheios ou, ainda, a confiança no permanente marketing dos média para afrontar agora os Portugueses com mais e mais austeridade: para amanhã e para o futuro que desempregados de longa duração, trabalhadores precários e explorados e pensionistas não conseguem vislumbrar.

Lisboa,20 de abril de 2015

Bettencourt Picanço

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