GRÉCIA: A SOMBRA DO DEFAULT!

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Somos empanturrados diariamente com a questão da Grécia: submete-se ou não aos senhores da Europa ou, melhor dizendo, aos senhores do DINHEIRO?

As notícias de hoje, 18 de junho, dão-nos conta de que os donos da Europa, acompanhados pelo FMI, continuam a exigir mais “reformas” destacando, como por cá, uma baixa das pensões de reforma.

E isto para um país em que as pensões já foram bastante reduzidas: dois  terços dos reformados já vivem abaixo da linha de pobreza!

Quando esperaríamos ver os governantes portugueses e espanhois acompanharem os governantes gregos nas suas exigências, o que vemos são afirmações de que as medidas devem ser as mesmas já utilizadas para outros países, com o insucesso sentido e reconhecido por todos, FMI incluído.

Estamos confrontados com uma Europa em que alguns países, do centro e do norte, conseguiram um bom nível de desenvolvimento, económico e social, muito à custa do mercado único e da simultânea promessa de apoio ao desenvolvimento dos do sul.

Só que, atingido o actual estádio em que o crescimento económico europeu patina e não arranca, os países do norte e do centro dão-se por bem sentados nessa situação e nas posições de domínio alcançadas, esquecendo as promessas de apoio aos outros países europeus de modo a que possam também atingir idêntico desenvolvimento.

E aquilo que se pode dizer, em termos muito chãos, é que enquanto os alemães venderem bem os “mercedes e BMW’s” aos que se endividam para os comprar, a situação agrada aos primeiros e … quem estiver mal que se mude!

É esta a Europa que sonhámos e empurrámos?

Obviamente que não e o pior é que não vemos à nossa volta esforços suficientes para que o rumo mude nos próximos tempos.

Mas isso não significa que cada um não deva empenhar-se nessa mudança de rumo.

O futuro, para os gregos ou para os portugueses, não pode estar centrado unicamente numa austeridade igual a pobreza ou numa saída da zona euro.

E não sendo este o tempo de convencermos os outros com a força das armas, mal vamos se não formos capazes de os esclarecer com a força das ideias.

Lisboa,18 de junho de 2015

Bettencourt Picanço

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