A DEMOCRACIA É DIFICIL!

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É a conclusão a que, hoje, um cidadão medianamente informado chega.

Digo isto porque, a fazer fé no que nos chega pela comunicação social e pelo que se pode ler na informação que circula pela internet quase parece que estamos a pleitear sobre quem deve ganhar um campeonato, pronunciando-se as pessoas de acordo com as suas “cores” favoritas.

Acontece que o que está em causa é o nosso futuro: o dos Portugueses, muito em especial, os que vivem do seu trabalho e os pensionistas.

E estes, obviamente, também gostariam de um determinado resultado das eleições.

Mas o resultado das eleições foi o que foi: sabemos, por exemplo, quem ganhou. Isto é, quem teve um melhor resultado eleitoral.

Só que isso não chega.

O resultado eleitoral vai ter que ser medido pelo número de deputados na Assembleia da República e, consequentemente, pela capacidade de os diversos partidos se entenderem para formarem/apoiarem um governo.

E, pelo que já vimos, o actual governo e a maioria que o apoia não têm uma maioria na Assembleia da República.

Os restantes partidos, que até aqui têm sido oposição, já disseram que estão a negociar um entendimento de modo a apoiar/formar um governo.

O Presidente da República empossou um governo da coligação que até aqui conduziu o país e que não mostrou grande vontade em negociar o apoio de que precisa na Assembleia da República.

Assim sendo, o resultado óbvio será a queda do governo há pouco empossado e, se as negociações em curso dos outros três partidos entretanto chegarem a bom porto, a nomeação do governo que pelos mesmos for proposto ao Presidente da República.

Este parece-me o caminho linear de uma democracia parlamentar a funcionar.

E o que se seguir dependerá da medida em que o novo governo responder ao que a maioria dos Portugueses espera e os três partidos prometeram.

O que seria estranho seria os três partidos que têm vindo a dizer aos Portugueses o que entendem que está mal e quais os caminhos que deviam ser seguidos para criarmos mais emprego e aliviarmos a austeridade que nos tem empobrecido não pudessem aceder ao poder que os votos lhes deram.

O que significaria que os Portugueses que neles votaram seriam de “segunda”: poderiam estar no Parlamento mas não governar!

Penso que é tempo de assumirmos todas as nossas responsabilidades em democracia.

Os governos devem sair dos acordos a que os diversos partidos chegarem, esperando os Portugueses que desta vez o que foi prometido na campanha eleitoral não seja letra morta.

A nós todos cabe esse acompanhamento responsável, com a vigilância necessária a que mais uma vez não se desrespeite a esperança num futuro melhor.   

Lisboa, 3 de novembro 2015

Bettencourt Picanço

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